A homenagem prestada pelos jogadores da seleção de futebol alemã aos índios pataxós logo após a conquista do campeonato mundial de futebol de 2104 tem um relevante grau de simbolismo. A cena dos jogadores dançando num rito tribal em torno da taça colocada no centro de uma roda representa a adoração ao objeto da conquista desportiva – a taça do mundo. O simbolismo do brilho do ouro contido no troféu se mistura ao culto do significado subjetivo da conquista, tanto do ponto de vista da capacidade desportiva alemã, como também, e principalmente, com os resultados políticos e financeiros que advêm de uma conquista como essa. Pode-se fazer uma analogia daquela cena em torno do troféu com o culto fetichista que se faz normalmente ao móvel da sociedade “moderna” – a produção de mercadorias. Os valores econômico-financeiros que envolvem o futebol, atividade esportiva mais popular do mundo, ascendem a bilhões de reais em ganhos diretos e em merchandising, e certamente isso tem um significado expressivo numa sociedade que necessita cada vez mais de criar artifícios que impulsionem o decadente mundo mercantil.
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quarta-feira, 30 de julho de 2014
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