Considerações sobre o conceito do blog

O objeto primeiro deste blogue é conceituar a natureza da crise econômica, política e social em curso, através da análise do conteúdo intrínseco da negatividade da forma valor, relação social abstrata que se estabelece e se reproduz através da mercadoria e do dinheiro (mercadoria especial e equivalente geral), suas expressões materializadas, bem como a necessidade inadiável de sua superação como instrumento de emancipação humana e contenção dos crimes ecológicos contra a humanidade e o planeta Terra.

Recomendamos a leitura do artigo "Nascimento, vida e morte da forma valor" como forma
de entendimento do conceito do blogue.

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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A Natureza da Política e do Poder

Na modernidade a política é o canal de legitimação e de acesso ao poder estatal, que por sua vez nada mais é do que um subsistema serviçal do negativo e verdadeiro poder – o econômico. O estado não é uma esfera soberana porque depende do poder econômico e, conseqüentemente, a política, que leva ao exercício desse poder institucional, é igualmente destituída de soberania de vontade. Tanto o Estado como os políticos são prepostos do poder econômico que os sustentam e no qual está assentada toda a dinâmica social mercantil. É equivocado se pensar que o atual modelo político institucional é o resultado de aperfeiçoamentos sociais que ocorreram ao longo da história e que resulta na participação popular, presumidamente soberana. Tal pensamento equivocado resulta da inconsciência da sociedade sobre si mesma.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Política e poder

Costuma-se considerar que todas as ações humanas em sociedade são atos políticos e, consequentemente, algo tão natural e indispensável como o ato de respirar. Dentro desse critério genérico a participação nos canais políticos institucionais e a insurgência contra a má qualidade desses canais, visando as suas melhorias, tornam-se, equivocadamente, como condições únicas e indispensáveis à vida social. Assim, o analfabeto político é considerado o maior dos ignorantes e uma espécie de pária social. Na verdade, não é bem assim que se devem considerar aqueles que têm repulsa ao exercício da política e ao seu significado.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A vontade política em Copenhague


Costuma-se considerar que a política e seus agentes representativos, os políticos, têm soberania de vontade em seus atos, dependendo apenas destes, os acertos ou erros na condução dos mais variados aspectos da vida social. Tal conceito, que pode ser aceito para as questões de pequena monta, não é correto para as questões macro sociais.