Na modernidade a política é o canal de legitimação e de acesso ao poder estatal, que por sua vez nada mais é do que um subsistema serviçal do negativo e verdadeiro poder – o econômico. O estado não é uma esfera soberana porque depende do poder econômico e, conseqüentemente, a política, que leva ao exercício desse poder institucional, é igualmente destituída de soberania de vontade. Tanto o Estado como os políticos são prepostos do poder econômico que os sustentam e no qual está assentada toda a dinâmica social mercantil. É equivocado se pensar que o atual modelo político institucional é o resultado de aperfeiçoamentos sociais que ocorreram ao longo da história e que resulta na participação popular, presumidamente soberana. Tal pensamento equivocado resulta da inconsciência da sociedade sobre si mesma.
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Política e poder
Costuma-se considerar que todas as ações humanas em sociedade são atos políticos e, consequentemente, algo tão natural e indispensável como o ato de respirar. Dentro desse critério genérico a participação nos canais políticos institucionais e a insurgência contra a má qualidade desses canais, visando as suas melhorias, tornam-se, equivocadamente, como condições únicas e indispensáveis à vida social. Assim, o analfabeto político é considerado o maior dos ignorantes e uma espécie de pária social. Na verdade, não é bem assim que se devem considerar aqueles que têm repulsa ao exercício da política e ao seu significado.
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
A vontade política em Copenhague

Costuma-se considerar que a política e seus agentes representativos, os políticos, têm soberania de vontade em seus atos, dependendo apenas destes, os acertos ou erros na condução dos mais variados aspectos da vida social. Tal conceito, que pode ser aceito para as questões de pequena monta, não é correto para as questões macro sociais.
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