Diante de mais uma tragédia que matou centenas de pessoas e desabrigou milhares de outras no Rio de Janeiro, além de danos materiais de grandes dimensões, mais uma vez se observa o desfile de teses sobre “de quem é a culpa?”. A grande mídia de comunicação que fatura alto com a comoção pública diante da tragédia se incumbe de expor o fato sob o ponto de vista de “identificar” os culpados, e faz uma analise superficial que acusa desde as próprias vítimas, pela “irresponsabilidade” de construir em áreas de risco, passando pela genérica e usual frase “falta de competência das autoridades públicas”, chegando a noticiar até (como afirmou o Prefeito de Niterói), a conclusão de que não há culpados, uma vez que se trata de um fenômeno natural contra o qual ninguém pode se opor de modo eficaz.
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domingo, 2 de maio de 2010
A tragédia no Rio de Janeiro
Diante de mais uma tragédia que matou centenas de pessoas e desabrigou milhares de outras no Rio de Janeiro, além de danos materiais de grandes dimensões, mais uma vez se observa o desfile de teses sobre “de quem é a culpa?”. A grande mídia de comunicação que fatura alto com a comoção pública diante da tragédia se incumbe de expor o fato sob o ponto de vista de “identificar” os culpados, e faz uma analise superficial que acusa desde as próprias vítimas, pela “irresponsabilidade” de construir em áreas de risco, passando pela genérica e usual frase “falta de competência das autoridades públicas”, chegando a noticiar até (como afirmou o Prefeito de Niterói), a conclusão de que não há culpados, uma vez que se trata de um fenômeno natural contra o qual ninguém pode se opor de modo eficaz.
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