Considerações sobre o conceito do blog

O objeto primeiro deste blogue é conceituar a natureza da crise econômica, política e social em curso, através da análise do conteúdo intrínseco da negatividade da forma valor, relação social abstrata que se estabelece e se reproduz através da mercadoria e do dinheiro (mercadoria especial e equivalente geral), suas expressões materializadas, bem como a necessidade inadiável de sua superação como instrumento de emancipação humana e contenção dos crimes ecológicos contra a humanidade e o planeta Terra.

Recomendamos a leitura do artigo "Nascimento, vida e morte da forma valor" como forma
de entendimento do conceito do blogue.

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domingo, 1 de setembro de 2013

As Falsas Premissas

Diante dos muitos problemas sociais que se nos apresentam diariamente sem que possam ser solucionados satisfatoriamente, estabelecem-se discussões periféricas onde cada debatedor tem um pouco de razão e muito de inconsciência sobre o que está subjacente ao problema debatido. Assim, as discussões costumam ocorrer sob falsas premissas, com argumentos pontuais parcialmente corretos, e conjunturalmente incorretos, sem uma visão abrangente que possa levar a uma boa e definitiva conclusão.

 
 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A crise ecológica mundial e sua conexão com a agressão ao “Parque do Cocó” em Fortaleza



Vista da cidade de Fortaleza a partir do Parque do Cocó (fonte: wikipedia)

A cidade de Fortaleza se situa no entorno do "Parque do Rio Cocó", que ao chegar às proximidades de sua foz se alastra e se constitui num complexo de mangues próprios à manutenção de um ecossistema biológico importante para o equilíbrio natural da cidade. Trata-se de um dos mais importantes sistemas ecológicos urbanos, e isso situado numa cidade de cerca de 2,4 milhões de habitantes, figurante entre as maiores capitais do país. Tal condição não ficaria imune às agressões ao meio ambiente próprias a uma sociedade que considera a terra uma mercadoria e os cursos d'água como escoadouro barato de dejetos humanos e industriais, e onde tudo é mensurado por um quantitativo de valor e destinado a sua reprodução contínua. Assim, além das já conhecidas agressões poluentes que tornam as águas do rio e do mangue do Parque do Cocó impróprias para o consumo humano, e até mesmo para a pesca e outras atividades extrativas da piscicultura, desde há muito, e agora mais intensamente, avançam construções de imóveis sobre as suas margens, numa corrida autofágica provocada pela especulação imobiliária e pela avidez de lucros do setor da construção civil.