Costuma-se considerar, equivocadamente, que o trabalho e o trabalhador são dados essenciais para a vida social e individual humanas. Tal concepção deriva do fato de que ao longo dos últimos cinco séculos, tanto capitalistas liberais de mercado como capitalistas de estado, os marxistas tradicionais, esses mais recentemente, endeusaram o trabalho e o trabalhador como tais. Assim é que se estabeleceu uma intencional confusão semântica e de conteúdo sobre o que seja a interação metabólica do homem com a natureza (Marx), ou seja, o dispêndio de nervos, músculos e cérebros no sentido da provisão do seu sustento individual e coletivo através da produção de bens e serviços indispensáveis à vida, com categorias capitalistas que dão sustentação ao modo de relação social que se consubstancia na produção de mercadorias (a forma-valor).
Mostrando postagens com marcador Trabalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Trabalho. Mostrar todas as postagens
domingo, 25 de maio de 2014
domingo, 7 de abril de 2013
Relação entre Capital e Trabalho
Costuma-se confundir a relação metabólica do homem com a natureza, no sentido de prover o seu sustento material através do dispêndio de nervos e músculos, atividade eterna, ontológica, com o trabalho abstrato, categoria capitalista, histórica, não ontológica (Marx). O trabalho abstrato, aquele que produz mercadorias, e que é remunerado pela mercadoria dinheiro, é a substância primária da relação social forma-valor, e em assim sendo, não pode significar uma contradição inconciliável com o valor acumulado, o capital. A humanidade, ao introduzir nas suas relações sociais a troca quantificada, onde um determinado objeto é trocado por outro de qualidade e quantidade diferenciada, e abolir a partilha praticada nas sociedades primitivas (como ainda hoje existe entre remotas tribos indígenas), criou, instantaneamente, a ideia de valor, mensuração abstrata da riqueza material.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Nascimento, vida e morte da forma valor
A forma valor nasceu entre os seres humanos de forma quase imperceptível, na passagem das sociedades primitivas onde preponderava a partilha igualitária dos bens de consumo produzidos entre os membros da comunidade para o estágio mais recente das civilizações antigas, com a civilização política grega à frente, há cerca de 700 anos a.C. O móvel que esteve na base do comportamento capaz de gerar a forma valor consistiu na percepção por alguns dos indivíduos sociais de que por suas maiores habilitações e determinações para o esforço físico, obtinham maior produtividade na atividade a que se propunham em relação aos demais, e entenderam, por um sentimento mesquinho e individualista, que deveriam se beneficiar pessoalmente, via acumulação privada, desse melhor desempenho. Assim, graças a esse sentimento individualista e segregacionista, os mais bem dotados resolveram acumular para si o resultado da produção como forma de barganha, pela troca, em detrimento do interesse da coletividade. Apareceu, aí, o nefasto conceito da troca quantificada, que a muitos parece um natural benefício que viabiliza a satisfação das necessidades humanas, mas que é o vírus através do qual se inocula e desenvolve a negatividade intrínseca da forma valor.
Marcadores:
Forma-Valor,
Mercadoria,
Trabalho
Assinar:
Postagens (Atom)
