O capitalismo se caracteriza como uma relação social negativa, destrutiva e autodestrutiva, fundada na subtração segregacionista da riqueza abstrata produzida pelo trabalho abstrato e operada pela extração de mais valia nessa sua categoria primária. Vive, agora, a era da sua implosão interna irreversível causada pelo limite de sua capacidade de expansão e pela guerra na concorrência globalizada da produção de mercadorias, que ao mesmo tempo em que promove a dessubstancialização da forma-valor (queda do seu volume), provoca um deslocamento geográfico nunca antes havido na produção de riqueza abstrata, e que se evidencia como o mais novo fenômeno dessa relação social one world.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
A tragédia no Rio de Janeiro
Diante de mais uma tragédia que matou centenas de pessoas e desabrigou milhares de outras no Rio de Janeiro, além de danos materiais de grandes dimensões, mais uma vez se observa o desfile de teses sobre “de quem é a culpa?”. A grande mídia de comunicação que fatura alto com a comoção pública diante da tragédia se incumbe de expor o fato sob o ponto de vista de “identificar” os culpados, e faz uma analise superficial que acusa desde as próprias vítimas, pela “irresponsabilidade” de construir em áreas de risco, passando pela genérica e usual frase “falta de competência das autoridades públicas”, chegando a noticiar até (como afirmou o Prefeito de Niterói), a conclusão de que não há culpados, uma vez que se trata de um fenômeno natural contra o qual ninguém pode se opor de modo eficaz.
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segunda-feira, 12 de abril de 2010
Os presos políticos cubanos
Quem tem medo da opinião? O poder. A política, sendo o construto de acesso jurídico-institucional do poder, teme a opinião de oposição, que é sempre intolerável, mesmo quando hipocritamente tolerada pelos mandatários em função de cânones estabelecidos. É, entretanto, muito mais abertamente intolerável quando, a estrutura de aceso ao poder, é verticalmente centrada num partido único e os mandatários se julgam os donos da verdade e da justiça. Em Cuba de Fidel sempre se praticou o capitalismo de Estado, que é a forma mais concentrada da dinâmica capitalista, com extração de mais-valia feita por empresas estatais, e justamente por isso fadada ao insucesso de longo prazo na concorrência de mercado onde está globalmente inserida e, concomitantemente a isso, Cuba convive com uma ditadura política em nome do proletariado e da igualdade, esta última nivelada por baixo.
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domingo, 11 de abril de 2010
À esquerda, do quê?
O conceito de esquerda nasceu no parlamento francês, quando os oposicionistas ao sistema monárquico na Assembléia Nacional Constituinte de 1789, sentavam-se do lado esquerdo em relação à mesa diretora. A oposição, assim posicionada, tinha postura anticonservadora, dita progressista, que passou a configurar o amplo espectro de forças políticas denominadas de “esquerdas”.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Série 'Citações' (Parte III)
“O orgulho, para um ator, pode ser um
mecanismo espetacular do mesmo modo que o culto a Che Guevara, os integrismos e
os nacionalismos, o esporte ou o terrorismo, os sindicatos e os partidos.
Enquanto a religião era a proteção da potência humana no céu, onde levaria uma
vida aparentemente independentemente, o espetáculo é a sua projeção sobre
portadores terrestres igualmente afastados do poder dos homens que não são
reconhecidos pelas próprias criaturas que o geraram. O espetáculo é, então, a
forma mais elevada da alienação e, justamente, do fetichismo da mercadoria.”
Anselm Jappe, no Livro “Guy Debord”,
Editora Vozes pág. 257, 1999, fazendo referência a passagem do livro “A Sociedade do Espetáculo.”
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domingo, 7 de fevereiro de 2010
A China capitalista (Parte I)
Quem diria que 60 anos após a tomada do poder pelos comunistas chineses liderados por Mao Tse Tung, tornando-se o maior país comunista do mundo em população, como pretensa antítese do modelo capitalista, a China se tornaria o maior exportador de mercadorias do mundo, e se inseriria entre as maiores economias capitalistas do mundo? O modelo marxista-leninista chinês se transformou no seu aparente oposto, ou seja, num país capitalista que faz estragos no capitalismo ao adotar a lógica capitalista mais exacerbada, com mão-de-obra de baixo salário e uso de alta tecnologia. A China, do mesmo modo que todos os países que fizeram a “revolução comunista” e implantaram o modelo estatizante de propriedade dos meios de produção, não abandou a primeira condição capitalista, que é a produção de mercadoria, e tiveram que, posteriormente, franquear a sua produção privada.
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A China capitalista (Parte II)
Alguns países do terceiro mundo estão vivendo num período de relativa expansão econômica, com a China e Índia à frente. Esses dois países, com quase 40% da população mundial, com cerca de 2,5 bilhões de habitantes e renda per capita baixa (na China, com US$ 2.400 anuais, cerca de R$ 356,00 mensais), oferecem mão-de-obra barata adicionada à alta tecnologia que lhes é introduzida pelos produtores de mercadorias privados e estatais que se instalam no seu interior. A economia globalizada, em face do regime de concorrência de mercado obriga os grandes produtores industriais ao abandono da produção no seu país de origem para produzir no terceiro mundo. Essa é uma conseqüência lógica e inevitável da concorrência de mercado, onde o baixo valor do trabalho abstrato aliado ao sofisticado uso da tecnologia, é fator decisivo na luta pela hegemonia de mercado.
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