Considerações sobre o conceito do blog

O objeto primeiro deste blogue é conceituar a natureza da crise econômica, política e social em curso, através da análise do conteúdo intrínseco da negatividade da forma valor, relação social abstrata que se estabelece e se reproduz através da mercadoria e do dinheiro (mercadoria especial e equivalente geral), suas expressões materializadas, bem como a necessidade inadiável de sua superação como instrumento de emancipação humana e contenção dos crimes ecológicos contra a humanidade e o planeta Terra.

Recomendamos a leitura do artigo "Nascimento, vida e morte da forma valor" como forma
de entendimento do conceito do blogue.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A crise e o conceito da forma-valor

A forma-valor é uma abstração capaz de mensurar qualidades e quantidades de diferentes objetos na troca avaliada, transformando-os em mercadorias, e tendo como substância constitutiva e critério de avaliação (valoração) o quantum de trabalho abstrato aplicado na produção dessas mercadorias, e que se traduz como uma relação social baseada num princípio cumulativo de riqueza abstrata geradora de segregação social em face de sua necessária reprodução continuamente aumentada, ad infinitum, através da extração de mais-valia geradora do lucro.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A odisséia do dragão da maldade

Toda a atividade humana, hoje, tem que passar pelo “buraco estreito do fundo da agulha do mercando para se viabilizar” (Robert Kurz). Essa feliz metáfora exemplifica, de modo didático, que a vida humana, atualmente, depende da capacidade de reprodução do valor na vida mercantil. A dinâmica da lógica mercantil exige, necessariamente, um nível de produtividade somente acessível aos meios de produção que utilizem alta tecnologia e condições favoráveis de produção de mercadorias, onde o trabalho humano, a única fonte geradora de valor, é cada vez mais dispensável. Assim, reduz-se a massa global de mais-valia necessária ao alimento da vida mercantil, que ora definha, e ficam, por conseqüência, seriamente ameaçados, tanto a vida social como a própria vida humana sobre a face do Planeta Terra.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A ditadura da comunicação

Tão lamentável quanto o controle dos ditadores sobre os órgãos de imprensa, comum em regimes fechados, onde a “verdade” emana da “sábia” vontade governamental, é a forma parcial sob a qual atuam os órgãos de comunicação dos regimes liberais capitalistas.

terça-feira, 18 de maio de 2010

As chamas de Atenas

Há cerca de 2.700 anos, apesar das críticas de filósofos como Sócrates, surgia, na Grécia antiga, a primeira manifestação do dinheiro como expressão materializada da relação social abstrata da forma-valor, como modo de viabilização das trocas quantificadas e valoradas de objetos entre as muitas ilhas gregas. O dinheiro foi uma conseqüência inevitável do surgimento da forma valor, abstração que consegue gerar uma unidade numérica capaz de mensurar qualidades e quantidades de diferentes produtos na troca, tendo como critério de mensuração o tempo de trabalho abstrato aplicado na fabricação desses mesmos produtos, assim, transformados em mercadorias.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

A mercadoria



Karl Marx, no Livro I de sua obra "O capital", foi quem primeiro desvendou a natureza constitutiva da mercadoria, fazendo-lhe a crítica como modo de relação social em contraposição aos conceitos incompletos e tendenciosos dos economistas clássicos, dentre eles Adam Smith e David Ricardo. Bebendo na sua valiosa fonte, aqui tecemos alguns comentários sobre a mercadoria, como tentativa simplificada, didática e atualizada na compreensão de sua negatividade social intrínseca, justamente no seu momento de sua agonia mundial, e como modo de confirmação do acerto das críticas mais que centenárias e profundas desse grande pensador da crítica da economia política, mesmo que se possa contestá-lo nos seus conceitos de condução política de oposição, fundada na pretensão de justa distribuição da riqueza abstrata por um Estado pretensamente proletário, e na pretensa força da união da classe trabalhadora, aspectos que se revelaram pífios, como modo de superação do capitalismo.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Política e poder

Costuma-se considerar que todas as ações humanas em sociedade são atos políticos e, consequentemente, algo tão natural e indispensável como o ato de respirar. Dentro desse critério genérico a participação nos canais políticos institucionais e a insurgência contra a má qualidade desses canais, visando as suas melhorias, tornam-se, equivocadamente, como condições únicas e indispensáveis à vida social. Assim, o analfabeto político é considerado o maior dos ignorantes e uma espécie de pária social. Na verdade, não é bem assim que se devem considerar aqueles que têm repulsa ao exercício da política e ao seu significado.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Os Bric’s

O capitalismo se caracteriza como uma relação social negativa, destrutiva e autodestrutiva, fundada na subtração segregacionista da riqueza abstrata produzida pelo trabalho abstrato e operada pela extração de mais valia nessa sua categoria primária. Vive, agora, a era da sua implosão interna irreversível causada pelo limite de sua capacidade de expansão e pela guerra na concorrência globalizada da produção de mercadorias, que ao mesmo tempo em que promove a dessubstancialização da forma-valor (queda do seu volume), provoca um deslocamento geográfico nunca antes havido na produção de riqueza abstrata, e que se evidencia como o mais novo fenômeno dessa relação social one world.