domingo, 7 de abril de 2013
Relação entre Capital e Trabalho
Costuma-se confundir a relação metabólica do homem com a natureza, no sentido de prover o seu sustento material através do dispêndio de nervos e músculos, atividade eterna, ontológica, com o trabalho abstrato, categoria capitalista, histórica, não ontológica (Marx). O trabalho abstrato, aquele que produz mercadorias, e que é remunerado pela mercadoria dinheiro, é a substância primária da relação social forma-valor, e em assim sendo, não pode significar uma contradição inconciliável com o valor acumulado, o capital. A humanidade, ao introduzir nas suas relações sociais a troca quantificada, onde um determinado objeto é trocado por outro de qualidade e quantidade diferenciada, e abolir a partilha praticada nas sociedades primitivas (como ainda hoje existe entre remotas tribos indígenas), criou, instantaneamente, a ideia de valor, mensuração abstrata da riqueza material.
quarta-feira, 6 de março de 2013
O futuro
A história armou uma perigosa cilada para aqueles que gostam de se sentir superiores aos seus semelhantes; de segregar socialmente as pessoas; que se acham no direito de ter privilégios materiais e sociais como se fossem os escolhidos pelos deuses.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
O efeito liquidificador
Já dizia um criativo escritor e dramaturgo brasileiro que “toda unanimidade é burra”. Nunca uma frase encerrou tanta verdade como agora, quando o mundo todo vive sob a égide de um modelo social decadente, que busca no desenvolvimento de sua própria lógica, causa da decadência, a solução para a própria decadência. Os políticos de direita, de centro (????) e de esquerda (????), disputam entre si, a glória de convencer o eleitorado de que suas propostas são as mais eficientes para o desenvolvimento econômico, como forma única de promoção do bem-estar social, e tudo isso dentro de um comportamento que se presume como ecologicamente sustentável. Ninguém ousa questionar o modelo, como servos inconscientes (ou conscientes) da negatividade capitalista, tudo dentro da obediência cega ao insano fetichismo da mercadoria. Segue essa procissão de alegorias do terror conduzida pelos políticos, prepostos do capitalismo, os sindicalistas, os partidos políticos, as instituições do Estado, as associações de classe, as associações de moradores de bairros, as instituições religiosas, os desportistas, as academias. Todos enfim...
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O conceito do dinheiro
Vi e ouvi, há alguns segundos, através da TV, alguém, com ar de guru religioso, dizer que “o dinheiro não é um mal em si. O mal é o amor ao dinheiro. O dinheiro deve ser apenas um meio”.
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sexta-feira, 11 de junho de 2010
A crise e o conceito da forma-valor
A forma-valor é uma abstração capaz de mensurar qualidades e quantidades de diferentes objetos na troca avaliada, transformando-os em mercadorias, e tendo como substância constitutiva e critério de avaliação (valoração) o quantum de trabalho abstrato aplicado na produção dessas mercadorias, e que se traduz como uma relação social baseada num princípio cumulativo de riqueza abstrata geradora de segregação social em face de sua necessária reprodução continuamente aumentada, ad infinitum, através da extração de mais-valia geradora do lucro.
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quarta-feira, 9 de junho de 2010
A odisséia do dragão da maldade
Toda a atividade humana, hoje, tem que passar pelo “buraco estreito do fundo da agulha do mercando para se viabilizar” (Robert Kurz). Essa feliz metáfora exemplifica, de modo didático, que a vida humana, atualmente, depende da capacidade de reprodução do valor na vida mercantil. A dinâmica da lógica mercantil exige, necessariamente, um nível de produtividade somente acessível aos meios de produção que utilizem alta tecnologia e condições favoráveis de produção de mercadorias, onde o trabalho humano, a única fonte geradora de valor, é cada vez mais dispensável. Assim, reduz-se a massa global de mais-valia necessária ao alimento da vida mercantil, que ora definha, e ficam, por conseqüência, seriamente ameaçados, tanto a vida social como a própria vida humana sobre a face do Planeta Terra.
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Robert Kurz
quinta-feira, 20 de maio de 2010
A ditadura da comunicação
Tão lamentável quanto o controle dos ditadores sobre os órgãos de imprensa, comum em regimes fechados, onde a “verdade” emana da “sábia” vontade governamental, é a forma parcial sob a qual atuam os órgãos de comunicação dos regimes liberais capitalistas.
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