Considerações sobre o conceito do blog

O objeto primeiro deste blogue é conceituar a natureza da crise econômica, política e social em curso, através da análise do conteúdo intrínseco da negatividade da forma valor, relação social abstrata que se estabelece e se reproduz através da mercadoria e do dinheiro (mercadoria especial e equivalente geral), suas expressões materializadas, bem como a necessidade inadiável de sua superação como instrumento de emancipação humana e contenção dos crimes ecológicos contra a humanidade e o planeta Terra.

Recomendamos a leitura do artigo "Nascimento, vida e morte da forma valor" como forma
de entendimento do conceito do blogue.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Sobre as manifestações no Brasil


Li, recentemente, um texto “de esquerda”, conforme ali frisado, sobre uma possível orquestração golpista de direita por trás das manifestações, que estaria incentivando a prática de determinados atos. Não concordo com tal raciocínio. É evidente que há equívocos nesse movimento, e eles se devem ao incipiente nível de consciência dos manifestantes, jovens na sua grande maioria, que desconhecem a natureza e a essência da crise de que são vítimas. Tal fato não deslustra a grandeza do significado das manifestações, que se trata de uma explosão de insatisfação popular contra tudo e contra todos.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

A Vitória do Ruim


"Reivindicam-se políticas públicas, o que significa mais Estado, mais impostos, e mais atividade econômica impossível de ocorrer no atual estágio da vida mercantil; reivindica-se o fim da corrupção pelos políticos, sem entender que são os políticos que devem ser defenestrados; etc. E esse é o lado bom da maçã."

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O Conceito Republicano de Democracia


Há palavras que se transformam semanticamente ao longo do tempo e passam a ter um significado mais genérico, conceitual, como se fora verdade imutável ou preceito virtuoso que todos devem preservar. Isso acontece com os conceitos das palavras “república” e “democracia”. Costuma-se, atualmente, referir-se a “republicano” como se fora um comportamento institucional indiscutivelmente apropriado para a vida social; e à “democracia” como sendo um ideal de comportamento em defesa do povo, e mais que isso, nascido do próprio povo. Na verdade, tanto os conceitos de “democracia” como de “república” nasceram em momentos históricos distintos, e dentro de determinados paradigmas sociais que os formataram e os positivaram. Ser republicano e democrata passou a significar inquestionável (mas enganoso) exemplo de correção; isenção; legitimidade e obediência representativa do interesse do povo.

domingo, 7 de abril de 2013

Relação entre Capital e Trabalho


Costuma-se confundir a relação metabólica do homem com a natureza, no sentido de prover o seu sustento material através do dispêndio de nervos e músculos, atividade eterna, ontológica, com o trabalho abstrato, categoria capitalista, histórica, não ontológica (Marx). O trabalho abstrato, aquele que produz mercadorias, e que é remunerado pela mercadoria dinheiro, é a substância primária da relação social forma-valor, e em assim sendo, não pode significar uma contradição inconciliável com o valor acumulado, o capital. A humanidade, ao introduzir nas suas relações sociais a troca quantificada, onde um determinado objeto é trocado por outro de qualidade e quantidade diferenciada, e abolir a partilha praticada nas sociedades primitivas (como ainda hoje existe entre remotas tribos indígenas), criou, instantaneamente, a ideia de valor, mensuração abstrata da riqueza material.

quarta-feira, 6 de março de 2013

O futuro


A história armou uma perigosa cilada para aqueles que gostam de se sentir superiores aos seus semelhantes; de segregar socialmente as pessoas; que se acham no direito de ter privilégios materiais e sociais como se fossem os escolhidos pelos deuses.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O efeito liquidificador

Já dizia um criativo escritor e dramaturgo brasileiro que “toda unanimidade é burra”. Nunca uma frase encerrou tanta verdade como agora, quando o mundo todo vive sob a égide de um modelo social decadente, que busca no desenvolvimento de sua própria lógica, causa da decadência, a solução para a própria decadência. Os políticos de direita, de centro (????) e de esquerda (????), disputam entre si, a glória de convencer o eleitorado de que suas propostas são as mais eficientes para o desenvolvimento econômico, como forma única de promoção do bem-estar social, e tudo isso dentro de um comportamento que se presume como ecologicamente sustentável. Ninguém ousa questionar o modelo, como servos inconscientes (ou conscientes) da negatividade capitalista, tudo dentro da obediência cega ao insano fetichismo da mercadoria. Segue essa procissão de alegorias do terror conduzida pelos políticos, prepostos do capitalismo, os sindicalistas, os partidos políticos, as instituições do Estado, as associações de classe, as associações de moradores de bairros, as instituições religiosas, os desportistas, as academias. Todos enfim...

O conceito do dinheiro


Vi e ouvi, há alguns segundos, através da TV, alguém, com ar de guru religioso, dizer que “o dinheiro não é um mal em si. O mal é o amor ao dinheiro. O dinheiro deve ser apenas um meio”.